Para a segunda entrevista da série PUMA Rider, batemos um papo com a Olivia Lang, que desde pequena não calçava nada que não fosse tênis. Sua paixão veio do universo do skate, foi evoluindo, até que um dia ela descobriu que existiam muitas pessoas que assim como ela, eram apaixonadas por tênis e toda a cultura em volta. Olivia também nos contou a sua trajetória para se tornar filmmaker e como é preciso batalhar para expressar a sua visão e sua individualidade no seu trabalho.
Essa entrevista é parte da campanha #NoFilter, onde o novo PUMA Rider mostra a vida como ela é e as cores como elas são.
FOTOS POR DEKO

“Eu sou a Olivia, tenho 28 anos e sou filmmaker. Sou nascida e criada em São Paulo e gosto muito da diversidade cultural e artística que uma cidade grande como essa tem a oferecer. Tento me manter em busca de explorar toda essa oferta da forma que posso e valorizo muito os encontros que estar entre essas tantas milhões de pessoas me proporciona diariamente.”

Qual foi sua trajetória como filmmaker? Como você conheceu e se aproximou da profissão?

O cinema e a produção de vídeos no geral foi algo que sempre me despertou curiosidade. Desde pequena eu enchia o saco dos meus pais pra usar a nossa filmadora, gostava de filmar as viagens e também de criar histórias pra contar dentro de casa. E aí que trabalhar com isso começou a entrar na minha lista de “o que você quer fazer quando crescer”, junto com arquitetura e design.

Quando estava no final do Ensino Médio, quis achar uma maneira de me aprofundar um pouco mais pra decidir se era isso mesmo o que eu queria fazer. Pra mim não fazia sentido gastar 4 anos descobrindo e na verdade eu nem sabia se queria fazer faculdade, eu nunca fui muito alinhada com os métodos de ensino mais tradicionais. Então fui fazer um curso de cinema intensivo, que foi o ponto de virada pra mim

Saí de lá com a ideia de que pra trabalhar com isso era necessária muita prática e que pra isso eu precisava trabalhar na área e não necessariamente me formar nisso. Mas a minha mãe insistia que eu fizesse uma faculdade, então fui cursar Design Digital – que era uma área que eu gostava e imaginava que podia ser complementar ao vídeo de alguma forma. Na mesma época, consegui um estágio e fui trabalhar numa pós-produtora. Caí de paraquedas na área pela edição, mas logo entendi que não era ali que eu queria estar, eu sempre gostei de set mesmo.

Larguei a faculdade e o trabalho, juntei uma grana e fui pra Los Angeles fazer um curso livre focado em filmmaking. Foi uma experiência bem legal, tinha muita estrutura e também todo aquele brilho do sonho hollywoodiano. Fiquei 6 meses lá e quando voltei, continuei trabalhando com edição, mas comecei a transicionar pra câmera. Fazia muitos vídeos de evento de lançamento de roupas/tênis, inclusive. Na época o Popoh me ajudou muito, eu trabalhava direto com ele.

E aí fui naturalmente crescendo e me desenvolvendo na área e comecei a trabalhar com conteúdo. Por quase 3 anos fiz parte da equipe de vídeo da Editora Abril, produzindo vídeos pra todas as revistas da casa numa equipe de 4 pessoas. Era meio insano, mas foi uma ótima escola pra mim, porque aprendi muito tendo que criar e desenvolver formatos tão diferentes e “rápidos”.

Desde que saí de lá em 2016 virei freela e trabalho com diversas marcas – de roupa a comida,  passando por cosmético, dança, esportes. Tudo. Tem sido um caminho bem legal de trilhar, mas agora estou numa migração de me estabelecer em projetos maiores e mais estruturados como diretora e diretora de fotografia – que tenho me aprofundado e estudado mais intensivamente desde o ano passado.

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Para esse projeto com a PUMA, selecionamos quatro pessoas que são muito autênticas no que fazem e em seus trabalhos. Como você mostra a sua individualidade através do seu trabalho?

É um desafio. No meio em que eu vivo e trabalho além de consumirmos muita informação, é tudo muito corrido. É importante – principalmente durante os trabalhos mais intensos – dar uma pausa, respirar e lembrar de quem você é, o que gosta, o que não gosta, o que acredita, o que quer mostrar naquele projeto e como vai fazer isso. Ao mesmo tempo, acredito muito que a produção de vídeo, o cinema num geral, é um trabalho colaborativo. Eu acho que as ideias vão se lapidando e evoluindo quando compartilhadas e construídas com outras pessoas. Então eu não tenho tanto a pira de que “isso tem que ter a minha cara”, até porque eu acho que a gente vai mudando muito ao longo da vida, nossas referências, nossos gostos. No fim, eu só quero que seja divertido de fazer pra todo mundo, que eu consiga contar aquela história da melhor (e mais bonita) maneira possível e que atinja algum propósito pessoal – mas confesso que é um combo difícil, nem sempre dá pra ter tudo, rs.

E além do seu trabalho, você tem algum hobby

Eu assisto bastante série, gosto de explorar coisas novas por São Paulo e amo cozinhar. Cozinhar diz muito sobre a minha forma de cuidar – de mim e dos outros.

Eu também gosto bastante de viajar e tenho vivido uma recente reconexão com “o verde” de certa forma. Passei a infância morando em casa, com o pé na grama, mas desde os 21 venho morando em prédios. Eu lido diariamente com ansiedade ecomo o ritmo de São Paulo pode ser enlouquecedor, sinto necessidade de voltar pro silêncio e pro mato, então tenho fugido pra casa da minha mãe no interior.

Diria que meus hobbies são esses – viajar, cozinhar, assistir séries e filmes, consumir conteúdos de assuntos que me interessam –  música, streetwear, cinema, tecnologia – e explorar restaurantes, bares e exposições novas na cidade. Ah, e eu também ando curtindo muito reunir os amigos em casa e jogar jogos de tabuleiro.

CONHECI MEU NAMORADO POR CAUSA DE TÊNIS, INCLUSIVE. AÍ JUNTOU O VÍCIO. MAS DEPOIS QUE COMEÇAMOS A MORAR JUNTO MELHOROU NOSSO CONSUMO, PORQUE UM ACABA PUXANDO O OUTRO PRO CHÃO – TEMOS OUTRAS PRIORIDADES, ENTÃO AS COMPRAS ACABARAM FICANDO MAIS FOCADAS.

Qual foi o momento em que você percebeu que curtia tênis?

Eu sempre gostei de tênis. Minha mãe não conseguia me fazer calçar uma sandália ou sapato quando era pequena, era só tênis pra cima e pra baixo. O ápice do meu ano era quando íamos no shopping comprar um tênis novo. Eu ficava maravilhada quando me via rodeada daquelas tantas possibilidades.

E aí com uns 10 anos comecei a gostar muito de skate e me interessar por marcas de tênis como DC, Etnies, éS, Emerica, DVS. E acabava usando as opções que tinham aqui no Brasil,  como Qix, Reef. Eu também assistia muito clipes de R&B e Hip-Hop e isso também me instigava a querer me vestir daquele jeito, usar aqueles tênis. Eu não tinha muito com quem compartilhar esse interesse, até que descobri o SneakersBR, acho que em 2010/2011 e um mundo se abriu pra mim.Comecei a entender melhor as histórias por trás dos modelos, o que eu gostava mais, fui entrando num grupo aqui e ali, fiz alguns amigos e foi um caminho sem volta.

Conheci meu namorado por causa de tênis, inclusive. Aí juntou o vício. Mas depois que começamos a morar junto melhorou nosso consumo, porque um acaba puxando o outro pro chão – temos outras prioridades, então as compras acabaram ficando mais focadas.

Hoje em dia é muito difícil concorrer pra garantir um par pra uso. Ano passado foi bem frustrante pra mim, porque os dois tênis que eu mais quis no ano passado eu não consegui comprar. Acabei perdendo um pouco do tesão também.

E qual a sua relação com a PUMA? 

Eu sempre gostei muito do Suede – que pra mim é um dos clássicos mais lindos que tem. E eu amo silhueta do Blaze of Glory.

Eu quis muito o Sharkbait, mas não veio pra cá. E aí em 2016 anunciaram a venda do Blood Bath e eu encarei a fila, como única mulher, pra comprar. Foi uma experência bem legal, lembro de chegar em casa às 8h da manhã e a minha mãe me perguntar onde eu estava. E eu, “comprando um tênis”. E ela, “você é louca”.

Tenho também um Puma Blaze of Glory Soft, que acabei comprando pelo ebay quando estava em NY. Também fiz muita questão do Puma x Fenty Creeper, que na época foi uma loucura.

Outro tênis que amo e acabei pegando depois do lançamento foi o Puma Clyde x Patta’. Fui pro México achando que eu não ia comprar tênis, mas eu e o João passamos em frente a uma loja, entramos pra ver as roupas e quando olhei pro chão vi um par. E fazia um tempo já que tinha lançado. Era um tamanho maior que o meu, mas acabei comprando. Eu gosto muito dele, principalmente da distribuição de cores. É um dos tênis que eu mais uso.

O que você achou do seu Puma Rider?

Gostei muito! Achei ele super confortável, com uma escolha bem legal de materiais e amei a combinação de cores. Eu já estou usando bastante, com certeza vai virar um beater. Fiquei feliz!

Puma Style Rider Ride On
Ganhado: 2020
Dono: Olivia Lang
Fotos: Deko