E chegamos ao fim da série de entrevistas em parceria com o SneakersBR e adidas. Nessa última entrevista, sentamos para trocar idéia com uma integrante do próprio SneakersBR, co-fundadora do Wsneakersbr e mais uma apaixonada pelo conforto do ZX – a Thaiz Avarenga.
A família ZX comemora 36 anos. Desde o seu primeiro lançamento, se mantém até hoje como uma das linhas mais icônicas da adidas. A família ZX passou por inúmeros momentos na história, desde diferentes tipos de corredores à diversas cenas musicais. Esse ano ela adicionou mais uma silhueta a sua linha de tênis icônicos, o adidas ZX 2K Boost.
FOTOS POR GABRIELA NERY

“Eu sou a Thaiz, publicitária enquanto profissional só, porque de formação eu sou estilista, apesar de nunca ter trabalhado diretamente com moda. E eu faço parte da equipe do SneakersBR, sou co-fundadora do WSneakersBR, que é o braço feminino lá do SneakersBr. Além disso eu também produzo e apresento o Calçando Histórias, que é o podcast do SneakersBR sobre histórias dos modelos que a gente gosta.”

Você faz trabalhos de lettering e caligrafia. Como você se interessou por esse universo?

Eu desde criança sempre fazia várias letras diferentes nos meus cadernos da escola. Eu fazia letra grande, letra pequena, letra redonda, letra assim, letra assado, minha mãe até brincava “isso é transtorno de personalidade, não é possível que você tenha tantas letras” (risos). Comecei a ver lettering, e fui tentar imitar – comprei umas canetinhas de ponta de pincel, achei fácil, e aí eu fui fazendo. Eu sempre tive facilidade, então acabou sendo uma coisa natural pra mim.

Hoje você faz parte da equipe do SneakersBr. Como você conheceu o canal? 

Eu conheci o SneakersBR pelo Guisigner. A gente era amigos de rolê e foi por ele que eu entendi o que era cultura sneaker. E depois fui conhecendo o time do SneakersBR, e fiquei amiga do Ricardo e tal. No começo de 2018, a gente tava num evento de tênis, e ficamos irritadas em como as meninas são tratadas num evento desses – que aliás, saudades eventos, né? (risos). E falamos “pô demorou para ter mais presença de mulher nesse clube do bolinha”, e aí eu e a Ana fizemos uma proposta pro Ricardo, e assim que nasceu o W. A gente ganhou esse espaço no SneakersBr pra falar de tênis feminino, tênis para pés pequenos, que nem sempre é só feminino. Lá fora a gente já tinha o Hypebae, e algumas plataformas fazendo um braço feminino, a gente seguiu a tendência. O trabalho é muito legal, a gente gosta muito do que a gente faz.

No começo de 2019 eu passei também pro SneakersBR, escrevendo no site lá dos meninos. E to lá desde então, escrevendo todos os dias. Participando dos vídeos, dos podcasts, de alguns projetinhos, é sempre muito trampo e muita coisa legal.

Para as duas plataformas, vocês produzem diversos tipos de conteúdo como vídeo, podcast, matérias para o site, revista impressa, e etc. Qual desses conteúdos você mais curte fazer?

Meu negócio é escrever – eu trabalho com publicidade, sou redatora. Gosto bastante de escrever no site mas acaba entrando na rotina, sabe? Então acho que o que eu mais curto é produzir a revista impressa, que é uma coisa pontual, a gente faz uma ou duas vezes no ano. É muito legal, as últimas revistas eu entrei com alguns artigos.

O podcast é muito legal de fazer também, o Calçando Histórias principalmente, porque é mergulhar na história do tênis, é pesquisar pra caramba, ver o que bate e o que não bate. Escrever um roteiro enorme porque cada página inteira de word só dá 2 minutos de gravação, então tem que escrever muita coisa (risos). E é um podcast inteiro narrado, né? Então dá, sei lá, 14 páginas por episódio pra ficar um tempo legal. A pré-temporada ficou meio curtinha, os episódios tem 13 minutos em média, aí dá umas 7 páginas. Mas o ideal é ter umas 10 páginas para o tempo ficar legal.

Trabalhando nesse mundo da cultura sneaker, a gente acaba tendo a oportunidade de passar por experiências muito legais. O que trabalhar com tênis já te proporcionou?

A mais legal provavelmente foi em 2018 ter ido em nome do SneakersBR cobrir a ComplexCon. Eu entrevistei o Allen Iverson, só pude fazer uma pergunta pra ele. Eu fiz uma pesquisa extensa para chegar na minha pergunta, assisti um monte de coisa no Netflix, Youtube e tal. E foi muito legal porque a gente chegou no hotel, entramos numa sala de reunião com uma mesa, ele sentou de um lado, a gente sentou do outro e cada um fez uma pergunta. A Reebok levou algumas pessoas aqui da América Latina e tinha uma PR deles lá, então tinha sei lá, meia dúzia de pessoas. Foi um negócio bem íntimo, foi legal pra caramba. 

Fiquei lá em Santa Mônica 2 ou 3 dias, foi só pra ir na feira mesmo, eu mal conheci a cidade, mas puts, experiência incrível.

Qual sua relação com tênis no geral? Você lembra a primeira vez que você comprou ou ganhou um tênis que você realmente queria?

Sempre gostei, sempre usei. O primeiro tênis que eu fiquei muito empolgada de ter, foi um que meu pai trouxe de viagem, eu tinha 7 anos. Só que o tênis era muito grande, eu só consegui usar ele 2 anos depois (risos). Eu fiquei naquela expectativa de usar o tênis, e quando serviu, usei até acabar. E durante os anos tive esse tênis várias vezes, aliás tenho um até hoje. 

E eu sempre prestei atenção, sempre gostei, mas eu não era tão ligada nas marcas, não entendia cultura sneaker. Gostava e usava muito de tênis de skate nessa época que eu conheci o Gui. Minha cabeça abriu bastante quando eu conheci tudo que tinha por trás da cultura, tanto que hoje um dos tipos de tênis que eu mais gosto, que é retro runner, era um tênis que eu olhava e falava “puts isso aí não dá pra usar não”. Cuspi pro alto e caiu na testa (risos). O meu negócio era Vans, usava muito All Star, tênis baixinho assim, gostava muito de tênis de skate. Hoje é a coisa que eu menos tenho, talvez, seja tênis de skate. Tenho super pouco. Que coisa, né?

Você está participando da campanha ZXpedia com o SneakersBR e a adidas, e teve a oportunidade de receber o adidas ZX 2K Boost que fotografamos hoje. A icônica família ZX surgiu a 36 anos atrás e até hoje são silhuetas muito relevantes. O que você mais curte sobre a família, e o que ela representa pra você? 

A primeira vez que me deparei com o ZX, foi com o ZX Flux da Farm. Eu fiquei com aquilo na cabeça “ZX, que modelo é esse que eu nunca ouvi falar? O que é isso?”. Eu fiquei com o nome na cabeça, mas aí morreu. Engraçado que eu nem tenho relação nenhuma com a Farm, só me apeguei no nome por nunca ter visto o modelo antes. Enfim, no ano passado, o Torsion tava fazendo 30 anos e a família ZX começou a voltar, e eu ganhei um! Esse é um dos tênis mais confortáveis que eu tenho, eu gosto muito dele. Depois disso ainda tive mais alguns, tô com esse adidas ZX 4000 aqui que eu gosto bastante, parece um sapatinho. E agora, tenho o ZX 2K Boost, nessa colorway que veio que é lindíssima, acho que é a mais bonita de todas, pelo menos na minha opinião – que é a que importa, já que eu que vou usar (risos). Mas é isso, eu conheci pelo ZX Flux, fiquei meio curiosa do que era aquilo, mas fui conhecer mais a fundo a partir do ano passado quando retornou pra valer assim. 

O que eu curto muito da família ZX, dos que eu tenho, é o conforto. Eu sei que conforto é uma coisa muito pessoal, mas pra mim conta muito. Além disso, tem um visual que eu gosto, porque hoje eu gosto muito de retro runner. Pra mim, primeiro vem a beleza, e segundo o conforto, sem dúvida.

O QUE EU CURTO MUITO DA FAMÍLIA ZX, DOS QUE EU TENHO, É O CONFORTO. EU SEI QUE CONFORTO É UMA COISA MUITO PESSOAL, MAS PRA MIM CONTA MUITO. ALÉM DISSO, TEM UM VISUAL QUE EU GOSTO, PORQUE HOJE EU GOSTO MUITO DE RETRO RUNNER. PRA MIM, PRIMEIRO VEM A BELEZA, E SEGUNDO O CONFORTO, SEM DÚVIDA.

A “A-ZX SERIES” conta com 26 lançamentos de ZX: de A a Z. Cada letra é um lançamento e cada lançamento da série A-ZX é uma collab diferente que traz referências de ZX dos arquivos adidas. Até o momento, qual foi o ZX que você mais curtiu?

Gostei muito do Lego. Não tenho certeza se eu compraria, mas eu gostei muito do jeito que eles traduziram isso pro tênis. E gostei muito também do Joshua Tree National Park, achei muito bonita a combinação de cores, um dos meus preferidos até agora. E ainda tem muita coisa pra sair, né?


E eles não lançaram nem metade da série. O que você acha que vem de bom por aí?

Adivinhar, eu sou ruim de adivinhar, mas já me deram uns spoilers. Parece que pra letra “M” vem uma coisa muito interessante, to muito ansiosa para ver o que sairá. Fica aí, misteriosa (risos). 

adidas ZX 2K Boost
Dono: Thaiz Alvarenga
Size: US 7
Ano: 2020
Fotos: Gabriela Nery
Video: Gustavo Barcellos