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Conversamos essa semana com o fotógrafo paulista @willkhalifaman. Mais reconhecido por suas fotos de drone, ele também é conhecido por ser um dos grandes colecionadores da @diamondsupplyco no Brasil, tendo uma relação muito próxima com a marca e inclusive com seu dono @nickydiamonds

“Meu nome é Will, e o que eu gosto mesmo é de trampar com fotografia. Trampei em loja de skate por muito tempo, eu fazias as fotos pra loja, mas queria me dedicar somente a isso, tanto que hoje é isso que faço. Eu comecei a fotografar em 2014, com celular mesmo, fazendo fotos de reflexos em poças d’água e coisas assim, porque eu sempre gostei de ver o mundo de ponta cabeça. Fui fotografando até chegar o ponto que eu já não conseguia gerenciar meu trampo com a fotografia, e aí decidi sair e me dedicar somente a isso. Vários trampos começaram a rolar e de 2014 até hoje eu evolui bastante.

Hoje faço muitas fotos e vídeos com drone, é uma outra visão, perspectiva de ver os lugares e ambientes. Você pode olhar onde você quiser e pensar que não tem nada, mas depois que você sobe o drone é uma vista totalmente nova. Para conseguir o meu primeiro drone, tive que fazer um verdadeiro corre – vendi o que podia, a minha câmera, meu fone, e etc. E aí tinha um amigo meu vendendo um drone, ele disse que não queria vender pra mim porque eu sou meio maluco (risos), mas consegui convencer ele. Logo depois que comprei, comecei a estudar bastante, assistindo vários vídeos para referência, lendo sobre até começar a pilotar de verdade, o que foi bem difícil no começo. O drone roda no próprio eixo, então a direita é a esquerda, e a esquerda é a direita, essa a primeira coisa que você tem que aprender.

Eu matei esse meu primeiro drone – perdi sinal e ele bateu num prédio, caiu e quebrou tudo. Então eu fiquei sem drone e não tinha como comprar outro. Para conseguir um novo, eu fiz uma vaquinha online e mobilizou a galera, gente que eu nem conhecia estava ajudando e doando a grana. Na hora da doação, tem até a opção de deixar um recado, várias pessoas deixaram várias palavras de apoio, isso me deixou muito feliz. No meio da vaquinha, o Nicky Diamonds viu e perguntou se eu queria ajuda, eu respondi que sim e quando vi, ele me mandou uma quantia muito boa em dólares (risos). Assim eu consegui comprar um outro drone ainda melhor do que o que eu já tinha. Ele me ajudou bastante, foi foda.” 

A MINHA RELAÇÃO COM A MARCA É MUITO FODA, EU NÃO CONSIGO USAR OUTRA MARCA DE ROUPA, EU NÃO ME IDENTIFICO. DIZEM POR AÍ QUE SOU UM DOS MAIORES COLECIONADORES DE ARTIGOS DA DIAMOND DO BRASIL – JÁ TÔ CHEGANDO A QUASE 200 CAMISETAS.

A gente viu que você tem uma boa relação com ele e com a marca Diamond, como começou tudo isso?

Bom, essa história começou quando eu trampava na Galeria do Rock, lá eu tinha acesso às marcas. A Diamond é de 1998 e eu comecei a usar em 2000, eu comprava tudo na Sigilo Skate Shop, que o Rodrigo Tx trazia algumas peças, ele é da marca e só dava pra comprar o que ele trazia, era bem raro.

Lembro que a primeira coisa que eu comprei foi um boné azul com a aba vermelha e com um diamante tridimensional, eu fiquei muito feliz. Daí pra frente, a minha coleção foi só crescendo e eu tava sempre acompanhando a trajetória da marca. Em 2015, surgiu pra mim uma oportunidade de conhecer o Nicky Diamonds. Ia rolar uma feira de skate aqui em São Paulo em que ele ia participar – e não teve como eu ir porque todo mundo da loja foi pro evento e alguém precisava ficar na loja, ai ficou eu, bem chateadão. Mas no final da tarde, com a Galeria já toda vazia, o Nicky me manda uma mensagem falando que tava colando na minha loja, eu desacreditei, achei que ele tava zuando. No final ele veio mesmo e trocamos um monte de ideias, histórias, foi bem foda. A história dele é bem inspiradora, um cara que começou do nada, fazendo parafuso de base, cresceu desse jeito e tá aí até hoje.

Eu tenho uma blusa autografada por ele guardada, além de uns presentes que recebi na minha casa depois de conhecer o cara. Ele me seguiu no Instagram, e desde essa época até hoje a gente troca umas ideias e eu recebo uns produtos dele, sempre fortalecendo a marca, com foto, com o que eu puder. Eu me identifico tanto que até tatuei um diamond no dedo e também a assinatura dele.

A minha relação com a marca é muito foda, eu não consigo usar outra marca de roupa, eu não me identifico. Dizem por aí que sou um dos maiores colecionadores de artigos da Diamond do Brasil – já tô chegando a quase 200 camisetas, desde a primeira camiseta que ela lançou até chaveiro, bonequinho, paradinha do Basquiat, forma de gelo em forma de diamante, o próprio diamante gigante, imã de geladeira, anel, chave, artigos bem limitados que ele fez e que eu tenho tudo. 

Sem pensar em marca e modelo – o que tênis representa para você?

Tênis pra mim é mais que um objeto, é um companheiro, o tempo todo com você ali no seu pé. Eu tô sempre fazendo várias aventuras por aí, e sempre tem aquele tênis que você fala, “esse com certeza vai comigo”. É como se fosse um amigo pessoal seu, que tá ali no dia a dia com você indo pra todos os tipos de lugares com você.

Faz tempo que eu não compro um novo, tenho a sorte de ter ganhado alguns nos últimos tempos, mas eu sempre gostei muito e já cheguei a ter quase 80 pares de tênis. 

NAQUELA ÉPOCA O NIKE DUNK EM SI TAVA BOMBANDO, ACHO QUE HOJE A GALERA DEU UMA ESQUECIDA DELE, O HYPE TOMOU CONTA. MAS EU ESPERO QUE A NIKE NUNCA PARE DE FAZER ESSE TÊNIS. TANTO O HIGH QUANTO O LOW, OS COM A LÍNGUA GORDINHA SÃO OS MELHORES.

De todos os modelos da Diamond, por que você escolheu esse Dunk para fazer seu ensaio do Kickstory?

Eu tenho uma paixão por esse tênis, eu trampava na loja quando ele foi lançado e já gostava de Diamond desde aquela época. A gente recebeu uns 20 pares na loja, eu já coloquei o meu no pé, e vendi mais de doze, sozinho, fiquei muito feliz (risos). Eu não me desfaço dele, uso mesmo, pra mim não tem essa de ficar guardado.

Naquela época o Nike Dunk em si tava bombando, acho que hoje a galera deu uma esquecida dele, o hype tomou conta. Mas eu espero que a Nike nunca pare de fazer esse tênis. Tanto o High quanto o Low, os com a língua gordinha são os melhores.

Outro que eu tenho e gosto bastante é o Nike Dunk Low Purple Safari, ele ainda tá novinho, consegui faz pouquíssimo tempo. E a história dele também é foda, as cores são inspiradas no Jet Ski do Kenny Powers, na série Eastbound & Down da HBO. Essa época do boom dos Dunks, com edições especiais com detalhes fudidos foi animal. Quando saiu o Hemp, o Estátua da Liberdade, o BHM, o Halloween, saíram vários loucos. Teve também o custom series com os brasileiros – Fabio Cristiano, Gerdal, Flávio Samelo, foi bem foda. 

@nike Dunk High Diamond
Comprado: 2014
Dono: @willkhalifaman
📸 @csioandreasi