Essa semana tivemos a oportunidade de entrevistar Felipe Fil. Ele é músico profissional, e tocou em uma banda por vários anos que o possibilitou de viver muitos de seus sonhos: fechar contrato com uma grande gravadora, tocar no Rock In Rio, SWU, e até abrir o show do Linkin Park. Quando saiu da banda, Felipe foi estudar música em Los Angeles, na Califórnia, e foi lá que começou a realmente entender todo o universo que existe por trás de um par de tênis e toda essa cultura. E nenhum tênis representou melhor tudo isso do que o Nike Cortez.
FOTOS POR PÉROLA DUTRA

“Me chamo Felipe, sou aqui de São Paulo mesmo. Tenho 36 anos, sou músico profissional, toquei em bandas por aí. E depois de muito tempo, eu mudei completamente, saí disso, fui pros Estados Unidos, estudei música e quando voltei, nunca mais toquei. Nunca mais (risos). Vendi tudo que eu tinha, fui trabalhar em restaurante, virei treinador de uma rede de restaurantes do Outback, nada a ver assim. Depois mudei completamente de novo, e agora trabalho com licenciamento de marcas com meu pai. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Já joguei até hóquei profissional, já fiz tudo. E nesse meio tempo, coleciono tênis também.

Gostar de tênis começou muito por causa da banda, a gente tinha apoio da Nike e da adidas. A gente podia ir lá e pegar o que quiséssemos. Eu já gostava de tênis, claro, mas ali facilitava para pegar e acabou abrindo mais meus os olhos. E depois, quando eu mudei de profissão, eu também parei de comprar os tênis e mudei meu foco para outra coisa. E de uns 3 anos pra cá eu voltei com muito mais força, vendi todos que eu tinha e comprei todos novos. E o Cortez foi o primeiro que eu comprei dessa nova leva, do meu retorno.”

Você começou a tocar com 9 anos de idade, como que começou esse interesse por música logo cedo?

Eu não sei também. Eu sempre fui muito agitado, eu ficava batucando, mexendo o pé e enfim. E todo mundo que vai aprender a tocar, quer tocar guitarra – então eu comprei um violão e eu nunca consegui tocar, eu não tenho coordenação alguma para tocar violão. Eu não consigo entender o que acontece. E como eu batucava eu fui ver se eu conseguia tocar bateria – comprei um par de baquetas, sem bateria nenhuma, e ficava tocando ouvindo as músicas. Eu nunca fiz aula de bateria, eu só aprendi tocando assim, sozinho, tirava todas as músicas só ouvindo, no ar.

Eu comecei tocando com 9 anos, com 18 eu ganhei a minha primeira bateria e foi aí que eu comecei a tocar pra valer, tirei carteira profissional, já tinha banda, comecei a fazer sonzinho em escola. E então em 2005 eu entrei no Glória e em 2009 assinamos com a Universal e com o Rick Bonadio – e aí ali, foi embora assim, fizemos Rock in Rio, SWU, um monte de coisa.

ALÉM DISSO, ABRIMOS UM MONTE DE SHOW, COMO DO LINKIN PARK, QUEENS OF THE STONE AGE, AVENGED SEVENFOLD, INCUBUS NO SWU, ESSE DIA FOI DEMAIS. EU LEMBRO QUE EU CHEGUEI NO SWU ÀS 5 DA MANHÃ PRA PASSAR O SOM, E A HORA QUE EU CHEGUEI LÁ TAVA O LINKIN PARK PASSANDO!

Você disse que conquistou muitos dos seus sonhos por causa de música e por você estar no Glória. Onde a música já te levou?

Primeiro foi assinar com a gravadora, o ápice da banda é você ter uma gravadora. Aí além da gravadora a gente tinha empresário, que era tipo um luxo, Rick Bonadio ainda! E conquistei outros sonhos como gravar num estúdio profissional, tocar na rádio, MTV, a gente tocou na Malhação, SuperPop – no SuperPop eu toquei aquela bateria em pé, sabe? Tipo playback, com o polegar assim. Era sensacional. A gente conheceu muitas bandas, muita gente, muita gente veio falar com a gente, tipo não era o ciclo normal das coisas, tipo o Charlie Brown veio falar com a gente, mas era a gente que deveria ir falar com eles, sabe? Não eles virem falar “ah, já ouvi falar”. O Chorão foi um cara que eu mais amei conhecer. A gente tava gravando CD na mesma época que o Charlie Brown, e tinha uma sala no estúdio para descanso com vídeo-game e comida, e eu entrei na sala e ele tava sentado no sofá. Aí já tomei um choque, e ele falou “prazer, Alexandre”, aí eu falei “não, eu já conheço você já” (risos). A gente ficou horas conversando, ele contando “ah, você vai se acostumar a ter esses problemas, a mídia, falam de mim que eu sou nervoso que eu bati em não sei quem, mas não sabem o que eu passo”. Conhecer esses caras foi demais.

Além disso, abrimos um monte de show, como do Linkin Park, Queens of the Stone Age, Avenged Sevenfold, Incubus no SWU, esse dia foi demais. Eu lembro que eu cheguei no SWU às 5 da manhã pra passar o som, e a hora que eu cheguei lá tava o Linkin Park passando! Falei puta, não vou subir no palco, já me deu um cagaço ali. Meu, eu conheci esses caras. Tinha uma parte de alimentação, imagina eu comendo aqui no buffet e o Chester na minha frente no buffet também, juro, era assim. Eu olhava pros cara e falava “mano, não é possível que o Chester tá no buffet, com o prato em pé esperando. Não, não é possível”. Aí os camarins, dividir camarim. Sei lá, muita história. As bizarrice de estrada. Pânico na TV que eu queria participar e participei, Chupim. Sei lá, tudo essas coisas assim era sonho de moleque e eu fui e fiz.

VMB! Fomos indicados 2 anos no VMB. Tocar pra muita gente, 150 mil pessoas, 50 mil pessoas, uns shows bizarros que dá até um negócio. É muito legal, tem muita história. Dá pra ficar aqui fazendo uns 80 episódios só contando histórias (risos). 

E como foi a experiência de estudar e morar em Los Angeles? 

Bom, em 2011 eu saí da banda e falei “preciso sair do Brasil”. Não era nem questão de luxo, era que eu precisava mesmo, de qualquer jeito, eu sempre tive o sonho e aquele era o momento. E eu falei “vou pra Los Angeles”. Consegui organizar as coisas e aí eu fui estudar música. A MI era a melhor faculdade de música e lá é específico, então fui estudar bateria. Você não estuda lá música igual aqui, que você vira um maestro. Lá eu fui pra bateria, um prédio só de bateristas. Fui fazendo as aulas e o visto era ia renovando automaticamente conforme eu ia fazendo o curso, era tudo atrelado. Por causa do visto de estudante eu não podia trabalhar, eu não podia ter nada remunerado, nem show podia fazer. Aí eu fui ficando, fui ficando, até me formar.

Nesse meio tempo, era uma oportunidade ficar lá, né? Estudar era pra entrar na verdade, o que eu queria mesmo era ficar por lá, pela cultura, música hardcore que é minha base é de lá. Até por isso do Nike Cortez, tem muito a cara de Los Angeles. O Cortez, a influência mexicana… ali você tá no México, tem lugares que você só fala espanhol, é impressionante. E o Cortez tem essa coisa das gangues, que é realmente perigoso você usar um Cortez lá, existe mesmo, não é um negócio de filme, é coisa séria. Até mesmo aquelas coisas que você vê de GTA, os chicanos na rua, você vê aquilo lá. E essa cultura de hardcore, de skate, de surfe, de cinema, música, de você usar o que quiser, acho que a Califórnia tem muito disso. Estados Unidos no geral têm isso que eles não ligam muito para o que você veste, para o que você usa, mas Califórnia é meio que um clima mais relaxado, praia, skate. Você vê os executivos de bermuda. Então Los Angeles me atraiu muito por causa dessa cultura deles.

E depois disso você voltou para o Brasil?

Não consegui ficar lá por causa do visto, voltei, vendi todas as baterias, tudo, e fiquei só com um par de baquetas. Vendi tudo. Eu não queria tocar mais, eu não tinha paciência de recomeçar e fazer tudo de novo do zero, fiquei tocando 10 anos, não vou começar de novo. Por mais que eu ame, e quem trabalha com arte sabe que é difícil quando você chega num momento que você fala “deu”. Eu larguei faculdade, larguei tudo pra tocar e fazer parte da banda, quem faz arte faz por amor, primeiro de tudo. E quando você vê o momento de “já deu”, é difícil a ficha cair e aceitar “beleza, já fiz, agora tem que trabalhar de verdade”.

Eu tinha um amigo que trabalhava no Outback e perguntei “como que faz pra entrar aí? Sempre ouvi dizer que ganha bem…”. Entrei e peguei um gosto absurdo por isso, porque é muito legal, por mais que seja um stress desgraçado às vezes. Eu entrei na loja lá em Alphaville que foi a segunda do Brasil e comecei a fazer. Trabalhar, trabalhar, trabalhar. E virei treinador da rede. Fiz abertura de 3 lojas, e saí também depois. Saí, fiquei um tempo meio que recuperando a saúde, porque eu envelheci uns 80 anos lá (risos), precisei desintoxicar. Aí depois eu comecei a trabalhar com esse negócio de licenciamento de marcas, que é bem legal também. E tô nisso aí agora. Pandemia atrapalhou um pouco, mas o que que não atrapalhou, né?

TODO DIA LANÇA 800 TÊNIS DIFERENTES E TODOS VENDEM. SE EU FICAR VENDO OS LANÇAMENTOS EU CHORO, PORQUE LANÇA TODO DIA 10 COISAS QUE EU QUERO NÃO DÁ PRA COMPRAR. NÃO DÁ PRA COMPRAR E NÃO DÁ PRA ACOMPANHAR (RISOS)

Falando sobre tênis agora, qual é a sua relação com tênis no geral?

É o estilo de vida, né? Tem muita gente que fala que você faz o primeiro contato visual no tênis do que no olho da pessoa. Acho que tênis diz muito sobre a pessoa. E depois de acompanhar essa cena toda aqui ou fora, você vê o tamanho que é tudo isso. Seja de mercado, que é um negócio absurdo, que todo dia lança 800 tênis diferentes e todos vendem. Se eu ficar vendo os lançamentos eu choro, porque lança todo dia 10 coisas que eu quero não dá pra comprar. Não dá pra comprar e não dá pra acompanhar (risos). Aí você fica frustrado.

Eu lembro de uma vez, eu comprei um Nike Air Max 90 todo preto nos Estados Unidos e usei ele todos os dias até a sola abrir, eu realmente não tirava ele do pé. E eu tinha outros tênis, mas eu só usava esse, nessa época eu não cuidava dos meus tênis. Esse eu lembro que eu fui pra Comic Con, coloquei o tênis no pé, e comecei a sentir um negócio estranho no pé, comecei a andar, senti um negócio estranho, quando eu vi já tava sem a sola, já tinha cagado tudo, a sola caiu! No meio da Comic Con. Eu fiquei olhando… Não tinha vergonha porque tinha gente fantasiada de coisa pior, mas eu olhei e falei mano preciso usar os tênis, preciso cuidar mais. Eu perdi dois Air Max assim.

Então, de certa forma, quando eu peguei o tênis eu não dei o valor merecido pra ele, sabe? Quando eu ia nas marcas era muito “ah, pega aí”. Aí pegava, usava, fazia um monte de show, aí sujava e nem limpava. Eu ligava pra outras coisas na verdade. Aí depois que eu comecei a ver isso, eu vendi tudo que dava pra vender, que não tinha caído a sola ainda e comprei tudo de novo. Aí falei “agora eu quero entender um pouquinho mais, conhecer as pessoas, conhecer os perfis, saber”. 

E foi aí que eu comprei o Cortez, eu já tinha essa ligação com filmes, de ver no Forrest Gump, de ver ele no Super Bowl, de ver no Seinfeld que o cara usava o Cortez. De ver a história mesmo, todo o problema judicial no começo, sei lá. Tudo isso marcou muito a história desse tênis. E eu não consigo entender, eu não sei se eu agradeço ou se eu choro, mas o porque o Cortez não tem o hype, como as outras silhuetas tem. Tipo você vai lá nas lojas nos Estados Unidos e tá lá 60 dólares, 70 dólares o tênis, e tem em todas as lojas. Eu acho a história dele tão rica, do Blazer ou do Cortez, que não era pra ter em nenhuma loja, era para ta esgotando tudo. Quem gosta de tênis, vale a pena comprar um. 

Não é nem uma crítica pra quem tem nem nada do tipo, pelo contrário, mas como é que um Travis Scott pode ser mais hypado que um Jordan às vezes? É tipo isso. Eu sei que é o mercado, eu sei disso. Mas a história pra mim é um negócio muito rico. Tudo que tem história, não só tênis, qualquer coisa cara. Seja um restaurante, uma loja, eu acho que é isso que dá muito valor às coisas, sabe? Parece que a facilidade do acesso acabou sendo mais negativa também. Sabe, hoje em dia é muito fácil você saber de tudo, você viaja sem sair do celular. E as pessoas ficaram mais preguiçosas de ler, pesquisar, e ir atrás para saber as histórias, mesmo com a facilidade do acesso.

Concordo, o mais importante são as histórias. E isso independente da marca, de qual o modelo, de quanto você pagou por ele, se alguém te deu. Tanto faz. O Importante é o que você passou com ele. 

Eu acho que o Hype é o que você gosta né? Se você gosta de, sei lá, Kichute, é seu hype, pô legal pra caramba. Seu sonho é ter um desse, compra e legal. Seu sonho é ter um Bamba? Legal demais. Agora se você quer ter um Dior Nike, legal também. Mas vá pelo que você acredita que você gosta. Mas hoje em dia o cara quer ter porque virou o status dele, ele vai ser reconhecido na cena porque ele tem esse tênis e não esse. Tipo se eu vou num evento com esse Cortez ninguém vai falar nada. Ninguém vai nem vai saber que tênis é esse.

E qual foi o motivo da sua “transição” de um dia vender todos os seus tênis e começar sua coleção do zero?

Eu tocava bateria de meia, não conseguia tocar de tênis. Então eu era meio dane-se o tênis. Aí apareceu a Nike e a adidas que falavam “vai lá no showroom e pega o que você quiser”. Eu ficava até com vergonha de pegar as coisas. Mas eu não dei o valor que merecia por pegar de graça. Tudo mudou quando percebi que tênis era um estilo de vida, de você conhecer as pessoas através disso, eu to conhecendo vocês por causa de tênis. Tipo, é legal pra caramba, é mais legal do que qualquer tênis no final das contas.

E quando eu saí da banda, eu jurei pra mim mesmo que eu só tocaria no Glória. Eu não queria tocar em nenhuma outra banda, certo ou errado, eu pensei isso. Quando eu voltei da Califórnia, tinha muita coisa ali. Seja por questão de espaço, ou sei lá, eu vendi os instrumentos, tudo, e os tênis. Eu precisava focar em outras coisas. E eu gosto de tênis, então comecei a conhecer as pessoas, falei “pô, eu vou comprar um tênis pra eu cuidar e usar uma roupa legal com o ele”. Não só colocar e sair. E como eu tinha muita coisa antiga, da época que eu pegava as coisas das marcas, eu pensei “preciso fazer um caixa aqui pra poder comprar os tênis que eu realmente quero”.

Foi aí que eu vendi todos e comprei tudo novo. Aí eu fazia uns copos na época, personalizados, e pô a Nike encomendou comigo. Comecei a falar “mano, tem alguma coisa aí, essa cultura é muito grande”. Você sabe que existe mas você não tá muito ligado. Eu conheci muita gente por causa disso, e comecei a postar as fotos. E na pandemia agora, não tinha o que fazer então comecei a tirar foto, postar, e apareceu muito gringo. Aí você vê a visão dos gringos nisso, o cara não tá nem aí se você tá postando um All Star surrado ou o mais foda, o cara vai lá e te elogia, ele entende que você gosta da mesma coisa que ele. Não é uma coisa de “pô ele tem esse tênis que eu não tenho”, aquela disputa como tem aqui no Brasil, sabe? 

Eu não sou nada no Instagram, a base que eu tenho ali veio da banda, de seguidor, e é uma galera que não liga pra tênis, mas agora quem tem lá que gosta é só gringo. Tem foto minha que eu postei que eu tive 80 repostagem de gringos. Eu fico puto, falo “mano, e os brasileiros?”. Tipo, parece que o cara vê, mas ele não curte, ou não demonstra que ele curtiu. Eu quero estar enganado, mas a imagem que eu tenho é assim. Se você não tem pra me oferecer, você não é nada. Mas porra, é tênis cara. A gente é muito mais que tênis. 

Vocês por exemplo fazem as entrevistas em inglês. É por um motivo. Legal, pra expandir? Beleza. Tem que ser, a linguagem é universal hoje em dia é o inglês, mas eles apoiam de uma outra forma eu acho. Eles veem de uma outra forma. O cara elogia a sua foto, tem uma coisinha diferente. 

Eu não tenho nenhum tênis hypado, alguns por escolha porque eu não gosto, outros porque eu não posso comprar, outros porque eu não consegui comprar (risos). E os gringos gostam de qualquer um, eu posto Cortez “clássico, massa, maravilhoso, pô que legal, tem que ter, tal”. Eles não se importam muito com o que você tem, eles querem que você tenha e ponto. O cara tá feliz porque você tem, não com o que você tem.

O CARA NÃO TÁ NEM AÍ SE VOCÊ TÁ POSTANDO UM ALL STAR SURRADO OU O MAIS FODA, O CARA VAI LÁ E TE ELOGIA, ELE ENTENDE QUE VOCÊ GOSTA DA MESMA COISA QUE ELE. NÃO É UMA COISA DE “PÔ ELE TEM ESSE TÊNIS QUE EU NÃO TENHO”, AQUELA DISPUTA COMO TEM AQUI NO BRASIL, SABE?

E quais tênis você gostaria de ter mas ainda não conseguiu pegar?

Meu Deus do céu…difícil. Pra você ter ideia, eu não tenho nenhum Jordan mas eu tenho vontade. Eu gosto do Jordan IV, eu sempre fui muito magro e os Jordan ficam estranhos em mim, parece um tênis de palhaço, a minha sensação é que fica muito grande no pé. Aí isso me afastou muito pra comprar. Mas eu queria ter Jordan 1, lógico, Jordan IV eu gosto muito da silhueta. Eu queria ter mais Blazers, tipo vários. Eu queria que chegasse aqui, tipo lançou agora aquele do dia dos mortos de novo, queria que chegasse aqui. Tailwind eu gosto. Eu gosto muito de Puma também, eles vieram com muita força de novo com esses RS-X. Air Force eu gosto muito também; Vans têm uns bem legais, esses do MoMA agora, acho muito interessante. Eu gosto de tênis de basquete pra caramba também. Não tenho muitos, mas eu gosto. Eu comprei esse Zoom Freak do Antetokounmpo, eu gosto muito, é bem confortável. É difícil dizer um top porque sério, tem muito assim. Vai lançando e é difícil, dá vontade de ter todos.

Nike Cortez
Dono: Felipe Fil
Ano: 2020
Size: US 9.5
Fotos: Pérola Dutra