INKIS-03
Para o último Kickstory do ano, um post que é menos uma entrevista e mais uma conversa entre os três membros. Vitor Manduchi está se despedindo do Kickstory e conversou com Thais e Ian sobre toda a história e crescimento que o projeto teve nós últimos dois anos.
Como designer de profissão e fotográfo de coração, Vitor criou o Kickstory em Setembro de 2016, e com mais de 80 ensaios feitos, Vitor se despede do projeto para em 2019 seguir outros objetivos. Nascido e criado em São Paulo, se mudou a Barcelona para um master e por lá ficou, dividindo seu tempo entre ser o braço Europeu do Kickstory e trabalhar para o estúdio que cofundou, o Studio Tres. Nos pés, Inikis de cores diferentes, um foi o último tênis comprado no Brasil, o outro o primeiro comprado na Espanha, representando essa grande mudança em sua vida.

“Meu nome é Vitor Manduchi, tenho 24 anos, nascido e criado em São Paulo, mas agora morando em Barcelona. Sou designer gráfico de formação, vim para cá fazer um mestrado e acabei ficando. Trabalho em um estúdio chamado Mucho, também sou co-fundador de um outro estúdio chamado Studio Tr.es e por último mas não menos importante, sou a pessoa que começou o Kickstory lá atrás em 2016.” 

Thais: Primeiro, vamos falar sobre sua profissão – Por que Design Gráfico?

Vitor: Eu não faço a menor ideia (risos). Na escola eu sempre fui meio a ovelha negra da sala, nada realmente me interessava, eu não gostava de nenhuma matéria e não fazia a mínima ideia do que ia fazer na vida, eu era perdidasso. A princípio eu ia fazer publicidade, porque era uma coisa mais “diferente”, mas um dia depois de terminar de ler um edital sobre o curso, a próxima página era sobre design gráfico, li e só consegui pensar “Isso é muito mais dahora que publicidade”. Entrei no Senac sem fazer a mínima ideia do que esperar e do que era exatamente o curso e hoje se você tirar design de mim eu viro um saco de batata vazio no canto da sala – porque hoje isso é tudo, tudo o que eu faço, todas minhas visões de mundo, meus gostos, tudo vem a partir da visão de um designer. Questões musicais, questões de roupa, tudo vem de uma pessoa que foi formada e vive nessa área. Falando a verdade, eu tive muita sorte de entrar em uma coisa que no final virou o que eu sou.

No mestrado eu tinha uma aula só sobre pensar onde os designers poderiam chegar no futuro. No final a nossa conclusão, que pode soar muito egocêntrica, foi que nós como profissionais que resolve, problemas – que tem uma cabeça organizada e estruturada pra resolver coisas – se aplicarmos o nosso modo de pensar, resolveremos o problema. Além de que no futuro, políticos, CEOs de empresas e profissões deste escalão, podem ser formadas de pessoas que vieram de um background de design, porque no final é uma pessoa que tem a capacidade de resolver problemas vindo da sua própria formação. Eu conheço muita gente que se formou em Design e hoje atua em diversas áreas, fazendo outras coisas.

Sem falar que com tudo virando automatizado, com robôs cada vez mais inteligentes, estamos em uma posição muito segura comparada a outras profissões que vão ter problemas em pouco tempo – taxista brigando com Uber, coisa que daqui poucos anos vão estar todos desempregados.

Ian: Tipo a gente (risos).

V: Exatamente! No final, é tudo um pensamento de ter um objetivo, um briefing e juntar o ponto A ao ponto B. É ter na cabeça que eu preciso fazer algo, e que se eu não sei, eu aprendo, eu pergunto pra meio mundo até eu chegar onde preciso. Concluindo, eu sou muito sortudo, por mais que ainda temos muito caminho pra sermos valorizados de verdade como designers, eu acho uma profissão foda. 

T: Você trabalhou com Design em São Paulo e agora em Barcelona – Quais são as principais diferenças que você sentiu dos dois lugares?

V: Se olharmos pela figura geral, falando de São Paulo e não do Brasil, é muito parecido. Os estúdios funcionam de uma maneira parecida, na forma de buscar clientes, no motto de que dinheiro é sempre a coisa mais importante, e por mais que aqui tenha uma coisa mais do design por design e menos design por comercial, no final do dia, todo mundo tem que pagar conta. Estúdio que acha que ter um ambiente dahora, com mesa de Ping Pong e rede pra hora do almoço, acha que pode pagar menos, isso é igual, ainda estou pra achar um lugar que não vai ser assim.

Mas se você olhar designer por designer, ai temos algumas diferenças. Os europeus começam a trabalhar muito mais tarde, já que eles não trabalham até terminar a faculdade e só depois disso, entram em um estágio. Enquanto no Brasil, estamos estagiando com 18, 19 anos, no segundo ou terceiro semestre porque assim quando saímos da faculdade, já estamos prontos pro mercado de trabalho. Já os europeus curtem a vida durante a faculdade e depois de terminar, com 24 ou 25 anos é quando eles viram estagiários. Falando da Espanha, tenho a opinião que é um mercado que não se ajuda, em uma economia que não está bem faz anos e acho que muito por culpa deles próprios – como você quer que alguém esteja pronta pro mercado só aos vinte e tantos?

Resumindo, em termos de salário é muito parecido com o que é em São Paulo, em termos de hierarquia dentro das empresas também, o mundo do design está bem globalizado nesse sentido. 

T: Acho legal falarmos sobre como a gente se conheceu (risos)

V: Não tinha como eu não conhecer vocês (risos). O Ian é amigo do Lucas, que era da minha sala da faculdade, além de ser da mesma sala da faculdade do Henrique, que trabalhava comigo na época e nós conhecemos por diversos eventos, de diferentes pessoas. A Thais veio junto do pacote de conhecer o Ian, já que ela também era da sala da faculdade dele e já tinha trabalhado em lugares que eu também já tinha passado, assim, o ciclo de amigos em comum era muito absurdo de grande.

 

T: Falando sobre o Kickstory, qual a história do projeto?

V: Bom, eu sempre fui uma pessoa que tive gosto em criar conteúdo desde a escola – tive Blogspot de resenha de livro, incontáveis tipos de Tumblrs e coisas do tipo. Mas como eu estava trabalhando muito, tinha parado de ter algo meu e estava começando a odiar o fato de que eu acordava de manhã e ia dormir todos os dias somente fazendo coisas para os outros. Então, chegou um momento que eu precisava fazer algo para mim. Sempre gostei muito de tirar foto, mas a minha câmera estava pegando pó no armário e decidi que tinha que fazer algo relacionado a fotografia. Daí eu pensei comigo mesmo “Porra, e se eu Juntar foto e tênis?” duas coisas que eu gosto muito, mas também não queria fazer isso de só tirar a foto e postar, sem conteúdo nenhum junto, já que meio mundo já fazia e continua fazendo até hoje.

Então o pensamento foi “E se eu começar a contar a história por trás do tênis?”, e no começo a ideia era só pegar tênis destruído, usado, bem surrado. Criei o Instagram, fui o maior rolê chegar em um nome até o Ian dar a idéia de Kickstory, que para mim foi perfeito. Soa bem e traz todo o conceito do projeto. A única merda é que até hoje a gente não tem o @kickstory porque algum maluco que não usa o usuário tem o domínio dele.

I: Era até outro logo! Era um script de K como se fosse um cadarço. Mas que durou muito pouco, acho que menos de dois dias (risos).

V: No final virou o “K” que é até hoje! E o primeiro ensaio, que sou eu com um Janoski, foi fotografado em Setembro de 2016 pelo meu amigo João Pedro, que acho que ele não estava nem ligado o que eu ia fazer com essas fotos. Foi na cozinha de casa, que estava em reforma, em um dia durante a semana, e ele só aceitou fazer isso porque a gente se conhece a muito tempo, se não… (risos). O ensaio tem só umas 6 ou 7 fotos e em um formato muito diferente do que temos hoje, era muito muito mais simples, já que era uma frase por foto e não uma entrevista. Além de que, a primeira ideia era postar 6 fotos do tênis, todos os dias menos domingo. Fiz isso para os 3 ou 4 primeiros ensaios até o Ian comentar que achava que era muita foto – concordei com ele, apaguei 3 fotos de cada post e começamos daí o feed com três fotos por tênis, uma das coisas mais lindas do projeto todo, na minha opinião.

Depois de mais ou menos dois meses, eu tinha uns 80 seguidores, 10 likes por foto. Eu estava bem desanimado, não via o projeto indo pra lugar nenhum e não sentia muita salvação. Mas Thais e Ian não deixaram a bola cair e ficavam na minha orelha “Não para com o projeto, não para com o projeto, não para com o projeto”. Na festa de final de ano de um amigo nosso comentei com a Thais que depois do ano novo eu não iria mais fazer as fotos e ia acabar com o projeto, e ela falou “Não. Você vai levar a sua câmera para a Barra do Sahy e vamos fazer as minhas fotos lá” e foi isso que aconteceu, tiramos as fotos e fizemos a entrevista.

I: Vamos poder linkar várias entrevistas nessa aqui.

V: Vamos! Na verdade até a primeira entrevista logo depois da minha foi a sua Ian, até hoje eu lembro eu abrindo a porta em uma dia frio de noite e encontrando você e o Henriquesegurando uma cesta cheia de tênis. Eu não lembro exatamente como, porque foi muito natural, mas quando eu menos percebi, o projeto já era nosso.

I: A Thais começou a fazer a gente ganhar seguidores no Instagram, virou social media manager na hora. Lembro que ela tinha a senha do perfil do Kickstory para poder fazer isso e eu ficava tipo “Por que você pode e eu não?” (risos).

T: Teve uma época que conseguimos muita gente, não lembro exatamente porque, mas foi amigo, mais amigo, mais o amigo do amigo.

V: O que eu acho mais louco é que nunca falamos, “Ah beleza, agora estamos juntos nessa”, só aconteceu.

T: Esse momento aconteceu quando os três colocaram dinheiro no projeto, aí sim começou a ficar mais sério.

V: Sim, exatamente e começamos a fazer um monte de entrevistas juntos. Logo depois conhecemos a Marina que trabalhava para a Nike pela Tina, e elas nos convidou para ir em um evento que rolou na Cartel 011 – foi só eu e o Ian porque só tínhamos dois lugares (risos). Nesse dia conhecemos o Emicida, ficamos muito loucos de Baer Mate – que são nossos parceiros até hoje – e a partir daí só foi evolução. Pra mim um jeito muito fácil de medir esse crescimento é o fato de que em 2017 estávamos caçando gente para o projeto na Casa Air Max e fazendo rotação de quem ia em qual final de semana porque não tinha lugar para os três, para em 2018, estarmos fazendo parte do SP On Air, com workshop e espaço de exposição das nossas fotos em parceria com a Pérola.

Ás vezes eu paro para pensar no quão longe já chegamos, de um começo que eram fotinhos com três frases, que mudou para um ensaio com algumas perguntas e que depois virou as entrevistas que fazemos hoje, com fotos de altíssima qualidade! Sem falar dos eventos, participando de coisas, colocando nosso nome pro mundo, vendendo produto, criando o Kickstory Productions, fico muito feliz sempre que paro e penso nisso.  

EU SABIA QUE ESTAVA CRESCENDO E INDO BEM, MAS QUANDO FOMOS CONVIDADOS PARA PARTICIPAR DO SP ON AIR, EU TANTO NÃO ME CONTROLEI QUE VOEI PARA O BRASIL SÓ PARA FAZER PARTE DISSO.

T: E qual foi o seu momento mais especial com o Kickstory?

V: Eu sabia que estava crescendo e indo bem, mas quando fomos convidados para participar do SP On Air, eu tanto não me controlei que voei para o Brasil só para fazer parte disso. Tivemos outros momentos que foram maiores comparado o momento que estávamos, mas menores em relevância – como por exemplo o projeto do Cortez com o Rato e o Mad, que o Bruno trouxe pra gente. Mesmo que tenha sido um negócio muito pequeno, foi o primeiro projeto que fizemos com a Nike e isso significou muito mesmo, mas para mim nunca vai se comparar com o Nike SP On Air.

É só pegar o número de pessoas em São Paulo e no Brasil, com esse boom no crescimento da cena sneaker e comparar com o número limitado de pessoas que podem fazer parte da organização de um evento como esse, e saber que um dos nomes, era o nosso. Para mim foi mostrar que tínhamos chegado a algum lugar, que algum respeito nós temos, eu fiquei muito feliz em ter feito parte desse evento.  

T: Agora falando sobre tênis – O que ele representa para você?

V: Desde de moleque, eu não sabia que eu gostava de tênis, mas eu sabia que eu gostava de tênis, não sei se isso faz sentido, eu não sabia o que estava fazendo, mas sempre gostei de ter alguma coisa diferente no pé. Lembro até de uma vez, com uns 7 anos de idade, que pedi para minha mãe comprar um tênis vermelho e sem cadarço, usei uma vez ele na escola e me encheram tanto o saco que nunca mais coloquei no pé. Pensei nessa história outro dia e percebi hoje eu aqui, com tênis de cores diferentes, chamativas e em como as coisas mudam na sua própria cabeça.

Hoje em dia eu tenho poucos comparado com a quantidade que já tive. Como muita gente que já entrevistamos e já disseram – tênis é expressão, é o que eu quero falar pro mundo, é a primeira peça de roupa que eu penso. Mas tem uma coisa a mais pra mim que vem exatamente por causa do Kickstory: que tênis no final me fez conhecer gente, tênis me fez ir a lugares, tênis me fez ganhar dinheiro, tênis me fez aprender mais sobre fotografia, tênis me fez fazer coisas que eu não pensava que nunca faria na minha vida – como por exemplo ter um workshop de foto em no Nike SP On Air.

Então para mim, tirando a coisa física, capitalista que vem junto com comprar um objeto, tênis foi a linha condutora da grande maioria das coisas que eu fiz nesses últimos dois anos. Foi até um ice breaker para começar a conversar com meus dois sócios no estúdio daqui, o Pedroe o Charles, porque eles também gostam. Além de que eu sou muito orgulhoso de todo o conteúdo que criamos com o Kickstory, mais de 120 entrevistas feitas, é muita gente! Gente de diferentes lugares, áreas, cidades, gente que não eram e hoje eu considere meus amigos, e tudo isso por causa de tênis, por causa do Kickstory. 

SOU MUITO ORGULHOSO DE TODO O CONTEÚDO QUE CRIAMOS COM O KICKSTORY, MAIS DE 120 ENTREVISTAS FEITAS, É MUITA GENTE! GENTE DE DIFERENTES LUGARES, ÁREAS, CIDADES, GENTE QUE NÃO ERAM E HOJE EU CONSIDERE MEUS AMIGOS, E TUDO ISSO POR CAUSA DE TÊNIS, POR CAUSA DO KICKSTORY.
SOU MUITO ORGULHOSO DE TODO O CONTEÚDO QUE CRIAMOS COM O KICKSTORY, MAIS DE 120 ENTREVISTAS FEITAS, É MUITA GENTE! GENTE DE DIFERENTES LUGARES, ÁREAS, CIDADES, GENTE QUE NÃO ERAM E HOJE EU CONSIDERE MEUS AMIGOS, E TUDO ISSO POR CAUSA DE TÊNIS, POR CAUSA DO KICKSTORY.

T: Bom, você tem vários pares de tênis, por que de todos você escolheu esses dois e além disso, um de cada cor?

V: Esses dois tênis são os meus beaters, tênis do dia a dia, que tá comigo em todos os corres e sempre que preciso de algo, coloco um ou o outro, ou os dois no pé (risos), e faço  que tenho que fazer, eles estão comigo em muitos momentos. É um tênis mega confortável, é uma junção muito foda de um cabedal clássico da Adidas, e traz as três listras um desenho bem simples, com um solado boost, tecnologia que eu é impossível eu ser mais fã do que eu já sou hoje.

Mas escolhi os dois por um motivo ainda maior – o azul foi o último tênis que comprei antes de sair do Brasil e o vermelho o primeiro depois que eu cheguei aqui na Espanha, bem numa época que eu estava louco com a silhueta do Iniki. Hoje os dois estão totalmente destruídos, porque não tenho muito cuidado com eles mesmo, já passaram por muita coisa. Mas essa balança de que um foi meu último passo aí e o outro foi meu primeiro passo aqui, era o que eu queria mostrar, eu não podia escolher só um.

T: Acho engraçado que na primeira entrevista pro Kickstory você era tipo “Janoskihead” declarado, e agora para esse último, você escolheu um Iniki. Muito louca essa evolução que todos nós tivemos dos nossos gostos com os tênis, como aprendemos muito e agora absorvemos melhor as silhuetas de cada um.

V: Eu sempre fui muito dos tênis de skate, cheguei a ter muitos Janoskis, incontáveis Vans e hoje eu tenho somente 2 Janoskis, um sendo o primeiro Kickstory e que eu não uso mais mas está guardado até hoje, e 2 Vans. Mas meu gosto mudou muito, quem diria que o Vitor de dois anos atrás teria alguns Adidas Alexander Wang, eu nunca iria pensar nisso. 

T: E quais são as maiores diferenças entre a cultura e o mundo dos sneakers com o que rola ai comparado com aqui?

 V: O que eu penso de primeira assim é que no momento, a cultura brasileira da cena está muito mais ativa, com muito mais gente participando, com mais evento rolando e com gente preocupada com o crescimento de tudo isso do que aqui. Já Barcelona, que é uma cidade que tem seus eventos, seus sneakerheads, suas lojas e tudo mais, é muito pouco comparado com o que Barcelona representa como cidade para o mundo. Mas ainda acho que acesso a tênis, tirando os grails e hits da vida que hoje chegam quase todos ao Brasil, aqui ainda tem uma categoria de tênis e collabs e designers que não chegam aí e com um acesso muito, muito mais fácil.

Isso sem falar de Europa como continente, porque aí a cultura brasileira fica bem para trás. Pegando cidades como Paris ou Londres, com o dinheiro que é investido, com os eventos que acontecem, com a cultura já existente a muito mais anos, os produtos exclusivos, é tudo muito maior. Estamos ainda no começou no Brasil, nos últimos anos o crescimento foi intenso e muita coisa aconteceu, mas ainda é muito diferente.

T: Algum recado para deixar pro Kickstory? Além disso, quais os seus planos futuros, daqui um ano e daqui cinco anos?

V: Vocês tem que continuar fazendo o que já estão fazendo, mantendo a qualidade das entregas, sempre preocupados com os detalhes, preocupados com as pessoas, criando e evoluindo o conteúdo para não deixar estagnar, vamos que vamos meus queridos que eu sei que o Kickstory ainda vai muito longe.

Já o Vitor quer ano que vem estar um pouco mais tranquilo na quantidade de trabalho, quero focar bastante no crescimento do estúdio que fundei, tendo mais cliente e mais trabalhos para que isso um dia vire o nosso único trabalho. Que seja um ano de coisas novas, de novos desafios, novos projetos e de conhecer mais pessoas. Já daqui cinco anos, espero já ter morado em outras cidades como Berlim, Londres, Amsterdã, Tóquio e por aí vai, ter trabalhado em lugares animais que iriam adicionar muito na minha experiência de vida como Pentagram e Sagmeister, ter também já escolhido um lugar para ficar e criar um pouco mais de raízes, e ter meu próprio estúdio, ser meu próprio chefe. Mas último e não menos importante, quero ver o Kickstory gigante, dominando o mundo. 

Adidas Iniki Runner
Comprado: 2017
Dono: Vitor Manduchi
📸 Felipe Gottardelo